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10.1.1 - VOODOO CHARMED

Nessa nova Temporada, Piper está aprendendo a tocar o Pan sem a ajuda de Leo, que aceitou o convite para dar aulas na Escola Mágica. Phoebe finalmente lança seu primeiro livro e engata o romance com Coop. Já Paige está novamente em busca de um caminho para a realização profissional. Prue se tornou um fantasma e foi para junto das ancestrais, mas... quem sabe as irmãs não vão precisar dela novamente?


1.

É um belo entardecer em San Francisco, e o luxuoso lounge no 39º andar do Hotel Marriott está cheio de gente elegante. O coquetel já deveria ter acabado, mas as pessoas simplesmente não vão embora. A vista da cidade é maravilhosa, e todos querem a atenção da estrela da noite de autógrafos.

De um dos cantos do salão Piper, Paige e Coop observam uma repórter da TV local, que faz uma entrada ao vivo.

- “Boa noite, San Francisco! Eu falo diretamente do Lounge The View, onde acontece a sessão de autógrafos mais esperada do ano. E vou conversar com a autora do momento: Phoebe Halliwell! Boa noite Phoebe, essa é realmente uma recepção muito boa para o seu primeiro livro, não é?”

Phoebe abre um sorriso e começa a responder.

- “É verdade, principalmente porque esse livro foi uma das minhas principais preocupações durante todo o ano passado...”

Enquanto acontece a entrevista, os três observam as pessoas no louge. Muitos já tem o livro autografado nas mãos. Numa imponente mesa entalhada estão os exemplares que sobraram, perto de um cartaz com uma foto em tamanho grande de Phoebe e o título da obra: “Encontrando o Amor”.

- “Espero que a entrevista termine logo”, diz Coop, “senão vou ter que sair sem me despedir da Phoebe.”

- “Trabalho?”, pergunta Paige.

- “Bem, é noite de quarta-feira... um dos meus expedientes mais movimentados.”

A repórter termina e Phoebe caminha em direção ás irmãs quando é interrompida por um grupo de meninas trazendo livros para serem autografados.

- “Phoebe, faça uma dedicatória pra gente!”

Piper cochicha para a irmã:

- “Eu não sabia que a Phoebe tinha um fã clube de líderes de torcida!”

As duas caem na risada. Afinal, todas as moças são muito altas e magras, com longos cabelos bem cuidados e roupas da moda. Phoebe atende as meninas e finalmente consegue conversar com Coop e as irmãs.

- “Ufa! Se eu não tiver tendinite hoje, não terei nunca mais!”

- “É o preço do sucesso”, brinca Piper.

Coop se aproxima e abraça Phoebe.

- “Nada além do que ela merece!” diz ele, beijando delicadamente o nariz da sua amada.

- “Você janta conosco no Pan?”, pergunta Phoebe.

- “É pena, mas eu não posso. Centenas de casais esperam pela flecha do cupido na noite de San Francisco, e eu já estou atrasado!”

Coop se despede e Phoebe fica olhando ele se afastar.

- “Eu não imaginava que um cupido trabalhasse tanto! Mal temos tempo para ficar juntos ultimamente.”

- “Então é o mesmo que estar casada com um policial. Vocês acreditam que esse é o primeiro fim de semana de folga de Henry em um mês?”

-“Vou me juntar a vocês nas reclamações... agora que o Leo está dando aulas na Escola Mágica, quase não nos encontramos mais!”

As atenções se voltam para Piper.

- “E como está tocar o restaurante sem o Leo?”, pergunta Phoebe.

- “Tino está se revelando um ótimo gerente, mas agora tenho que contratar um novo maitre... Isso quer dizer que vou passar o próximo fim de semana fazendo testes com candidatos!”

Nesse momento o grupo de meninas volta a passar pelas irmãs, abanando para Phoebe.

- “Não sabíamos que até as líderes de torcida eram leitora do Bay Mirror!”, provoca Paige.

- “Quem, elas? Não são líderes de torcida, são aspirantes a modelo. Estão aqui para a final do concurso ‘Model of the Year’".

- “Você quer dizer que um dos mais importantes concursos de modelos do país está acontecendo aqui em San Francisco?” pergunta Paige.

- “Aqui mesmo, no Hotel!”

- “Uau! É um dos concursos mais disputados!”

Piper se surpreende com a animação da irmã.

- “Não sabia que você acompanhava concursos de modelos, Paige!”

- “Eu gosto de tudo que tem a ver com a moda.”

- “Então venham até aqui”, chama Phoebe. “Vou mostrar o local onde elas vão ensaiar amanhã.”

Phoebe leva as irmãs até o amplo salão de baile do Hotel Marriott. Todas as mesas foram retiradas para dar lugar a uma grande passarela. O pessoal da produção do desfile trabalha sem parar, arrumando a decoração, colocando cadeiras, ajustando spots de iluminação.

- “Elas vão ensaiar aqui durante a semana inteira. A final só acontece na sexta-feira da outra semana”, informa Phoebe.

- “Está tudo tão lindo! Será que a gente consegue dar uma espiadinha no camarim?”

Mas a animação de Paige é interrompida por um grito horrível, vindo de trás do palco. A voz é de uma das meninas que, há pouco, pedia autógrafos para Phoebe. Todos correm ao local para saber o que está acontecendo, e as irmãs se aproximam da porta para espiar..

Na ampla sala onde funciona o camarim, funcionários amparam a modelo que acaba de fazer uma terrível descoberta. Há uma jovem caída sobre a longa mesa espelhada, entre itens de maquiagem e escovas de cabelo. Mesmo de longe, dá para ver que é uma moça belíssima.

E que está morta.

2.

Poucos minutos depois da descoberta, já há policiais por todo o Hotel. As irmãs aguardam fora do camarim onde a morte aconteceu. Logo, Henry vem até elas com mais informações.

- "O legista está quase terminando o exame do corpo, e não há indícios de assassinato. Tudo leva a crer que a menina teve morte natural, o que não deixa de ser surpreendente aos 17 anos de idade."

- "Pobre moça! Quem era ela?"

- "Christine Tate, uma das candidatas do concurso 'Model of The Year'. Ao que parece, ela teve um ataque cardíaco fulminante. Mas o legista fez exames para verificar a hipótese de envenenamento. De qualquer forma, vocês estão liberadas. Já há bastante testemunhas que viram o mesmo que vocês."

- "Ainda bem, porque tenho que voltar imediatamente para o restaurante. Sei que não devem estar com fome depois do que aconteceu... mas vocês duas podiam me acompanhar!"

- "Pensei que você não ia convidar nunca!", brinca Phoebe.

- "Eu também vou porque, pelo jeito, fiquei sem marido esta noite...", reclama Paige.

- "Vamos ter todo o tempo do mundo durante o fim de semana", diz Henry, despedindo-se da esposa com um beijo.

O policial fica observando enquanto as três se afastam. Paige está cada vez mais bonita, e ele cada dia mais apaixonado. Quando finalmente fica sozinho, solta um suspiro e se obriga a voltar ao trabalho.

Henry vai até o local onde o legista já está terminando a análise do corpo.

- "E então, John? Ainda acha que a morte foi natural?"

- "Tenho trinta anos de experiência e digo a você, sei reconhecer um assassinato quando o vejo. E isso não foi um assassinato, apenas uma infelicidade. Alguma doença congênita, talvez... Em todos os casos, colhi amostras de sangue para levar ao laboratório. O resultado fica pronto amanhã de manhã."

- "Vou verifiicar com a família se ela tinha registros médicos de problemas cardíacos. Já posso mandar retirarem o corpo?"

- "Pode sim, meu caro: o trabalho está concluído."

O legista se afasta e Henry observa, por uma última vez, a imagem da moça morta. A expressão dela é serena. Parece uma colegial que simplesmente adormeceu debruçada sobre a classe. Ainda que já esteja morta há pelo menos duas horas, seu rosto conserva a beleza que certamente a faria famosa algum dia, caso essa fatalidade não tivesse ocorrido.

Só então o olhar de Henry é atraído por um pequeno objeto debaixo da mesa. Ele se agacha e pega na mão o que parece uma trouxa de pano. Ao observar melhor, reconhece algo que só havia visto em filmes de terror. "A Paige precisa saber disso", pensa o policial, escondendo o embrulho no bolso de dentro do casaco.

3.
Amanhece em San Francisco. Em seu flat, Phoebe desperta com o toque insistente do celular. Ela levanta depressa para impedir que o barulho também acorde Coop.

- "Paige, por que está ligando tão cedo, aconteceu alguma coisa?"

- "Reunião de emergência no café da manhã, na Mansão. Escove seus dentes que eu passo aí em um minuto pra te pegar."

- "Reunião, a essa hora?"

- "Sim! Vamos ligeiro que o Leo já deve estar quase saindo para a Escola Mágica!"

Phoebe ainda está olhando como uma sonâmbula para o próprio rosto, no espelho do banheiro, quando Paige orbita para buscá-la.

- "Mas eu nem tirei o pijama..."

- "Não faz mal. Piper também não tirou."

Dizendo isso, ela leva a irmã imediatamente para a Mansão.

Na cozinha, Piper olha desanimadamente para uma xícara de café. Leo corre de um lado para o outro, preparando o lanche dos meninos.

- "Chegamos!"

- "Espero que haja um bom motivo para isso..." resmunga Piper, enquanto organiza a mochila dos filhos.

- "É importante, sim! Ontem Henry achou uma coisa muito interessante perto do corpo da modelo que foi morta no hotel. Dêem só uma olhada", diz Paige, colocando um pequeno embrulho de pano sobre a mesa.

- "O que é isso?"

- "Parece uma boneca voodoo", responde Leo pegando o objeto na mão. Conforme ele abre o embrulho, se torna possível ver uma perfeita bonequinha de pano de longos cabelos loiros, parecida com a moça que morreu.

- "É uma boneca voodoo de Christine Tate, posso apostar nisso!", afirma Paige.

- "Ora, pode ser apenas uma bonequinha inofensiva dessas que as meninas usam para enfeitar bolsas e chaveiros!", diz Piper.

- "Olhe bem, os cabelos dela são de verdade! Está na cara que são da prórpia Christine... Mas há um detalhe que não deixa dúvidas: reparem no peito dela."

Phoebe espanta o sono e se aproxima para observar a boneca.

- "É um alfinete... Cravado bem no coração!"

Mas as observações são interrompidas por Wyatt, que derruba uma tigela vazia de cereal no chão.

- "Acho que está na hora de levar os meninos para a escola! Eu mesmo tenho que dar uma aula às sete e quinze. Mas sugiro que vocês dêem uma olhada no Livro das Sombras. Essa boneca voodoo parece bem autêntica, para mim."

Dizendo isso, Leo pega os dois meninos pela mão e desaparece, orbitando rumo à Escola Mágica.

- "Vamos fazer o que ele sugeriu... Livro das Sombras!" chama Paige. Imediatamente o livro aparece em suas mãos, e ela começa a procurar.

- "Ver isso me faz pensar em quantas vezes subimos essas escadas sem necessidade...", brinca Piper.

- “Mas quem poderia querer a morte de uma aspirante a modelo de 17 anos de idade?", questiona Phoebe.

- "A maldade se alimenta dos menores motivos... vejam, achei!"

As irmãs se reúnem ao lado de Paige para ler o que está escrito.

- “Aqui diz que o Voodoo deriva das religiões mais antigas do mundo, que surgiram na África. Os seguidores acreditam que todas as coisas e pessoas no mundo podem ser influenciadas, para o bem ou para o mal.”

- “O Livro fala alguma coisa sobre bonecas de Voodoo?”, pergunta Piper.

- “Sim, escute só: o Voodoo promete dádivas e recompensas aos seus seguidores. As bonecas de Voodoo são o instrumento usado para representar uma pessoa específica durante o pedido. Vesti-las como a pessoa que se tem em mente é uma forma de assumir poder sobre ela”

- "Isso explica os cabelos humanos", conclui Phoebe.

- “Aqui diz também que a boneca é usada para invocar forças poderosas conhecidas como Loa durante um ritual para persuadir os espíritos a agir sobre nosso comando. Ela é uma espécie de canalização para os feitiços!”

- "Mas não sabemos se esses são mesmo os cabelos de Christine", diz Phoebe, pegando a boneca de pano nas mãos.

Nesse momento, ela tem uma premonição. Em sua mente, vê o que aconteceu na noite da morte da modelo. A garota está sentada em frente ao espelho, no camarim, penteando os cabelos. Por trás dela surge um vulto com a boneca vodoo nas mãos. Essa pessoa pega um alfinete e espeta a boneca no lugar exato do coração.

Christine leva as mãos ao peito sentindo uma forte dor, e cai morta, debruçada sobre a mesa.

- "Oh não, é verdade!"

- "O que foi Phoebe, o que você viu?"

- "Eu vi magia negra... Alguém realmente usou o voodoo para provocar a morte de Christine!"

4 .

- "Henry, a dona da agência de modelos está aí", avisa um dos policiais.

- "Por favor, encaminhe ela até a minha mesa".

Constance Montana se aproxima. É uma mulher alta, de cerca de cinqüenta anos, muito bonita e bem vestida. Caminha com a cabeça erguida, vendo o mundo inteiro de cima para baixo. Tem uma elegância quase arrogante.

- "Pode se sentar, senhora Montana. E então, por que queria falar comigo?"

- "O senhor está encarregado do caso da morte de Christine, inspetor."

- "Sim. Como a senhora já foi informada, foi morte por causas naturais."

- "Exatamente por isso que eu vim até aqui", diz a mulher, olhando para a delegacia ao redor com ar de desprezo. "Não foram causas naturais. Não podem ter sido!"

- "É o que diz o relatório do legista. O que a faz pensar que está errado?"

- "Christine é a terceira candidata que morre, desde que começou essa edição do concurso!"

Constance tira algumas fotos de modelos da pasta que traz debaixo do braço e mostra para Henry.

- "Há um mês, em Nova York, essa candidata rolou por uma escadaria abaixo. Tatiana era uma das concorrentes mais fortes, veja como era bonita! Depois foi em Los Angeles, há duas semanas. Julia se afogou na piscina do hotel em que estávamos hospedados. Logo ela, que era exímia nadadora! Isso não é coincidência, inspetor, não são fatalidades... Alguém está matando minhas modelos!"

Henry solta um suspiro profundo. Embora exista mesmo algo de estranho em todas essas mortes, não há provas de que se tratem de assassinatos.

- "Senhora Montana, eu li o relatório sobre as ocorrências de Los Angeles e Nova York. Mas não há absolutamente nada que pressuponha algum crime! Testemunhas viram quando Tatiana desceu correndo as escadarias. Ela tropeçou sozinha e caiu, ninguém foi responsável por isso. E quanto à Julia, o legista local atestou que ela bateu com a cabeça quando pulou na água. As fitas de segurança do hotel mostraram que ela estava sozinha na piscina."

- "O senhor não acredita em mim, não é? Não vai fazer nada para me ajudar! A reputação do meu concurso está indo para o ralo, e a polícia vai ficar apenas olhando!"

- "Acalme-se, senhora! Eu não disse que vou esquecer o caso! Mas não posso fazer nada, se não houver provas. Vamos fazer o seguinte: vou esta tarde mesmo até o hotel para conversar com as modelos e o pessoal da organização. Prometo que qualquer indício será investigado."


Henry se despede, e vê a mulher desaparecer da delegacia tão solenemente quanto entrou. Por mais que as desconfianças dela sejam infundadas, ele lembra da estranha boneca que encontrou no local do crime e sente um mal-estar.

É como se mais coisas ruins estivessem para acontecer.

9 comentários:

Anônimo disse...

Aiii ameii..to curiosaa o que vai acontecer?

Vc consegue passar ao leitor algo como se fosse real,as cenas,as falas...eu realmente consigo imaginar...

está lindo...continuaaa

Anônimo disse...

0:-) finalmente as reprises chegam ao fim, uma nova temporada começa ;-)

Anônimo disse...

as fotos estão ótimas, principalmente a última, combina perfeitamente com o texto.

ma_felinto disse...

eu quero o Cooooooooooole =(

Lory disse...

coooooole? ele não era do bem, lembra, ma?

Anônimo disse...

Oi!! Ta muito fixe!!! Eu adoro as feiticeiras!!! Bjx para a Holly Marie Combs,Alyssa Milano e Rose Mcgowan

Victor V.S. Salgado disse...

Não se esqueça da shannen doherty!!

Anônimo disse...

eu adoro as feiticeiras especialmente da phoebe halliwell e da piper halliwell

liki disse...

amoooo as histórias!!! por favor, escreva mais!!!!
são perfeitas!!! *;*

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