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10.4.1 - PRESENTE DE GREGO


1.

- “Entendo que a promoção do livro esteja tomando muito seu tempo, Phoebe. Mas a coluna está atrasada demais! Você sequer entregou a de amanhã, e o jornal começa a ser rodado daqui a duas horas!”

Elise estava com cara de poucos amigos, e Phoebe já não tinha mais desculpas para dar. Enquanto esteve em sua viagem ao passado, para ajudar Brianna, a editora-chefe achava que ela tinha ido para Washington para divulgar “Encontrando o Amor”. Como então não foi capaz de mandar a coluna de lá? Não havia explicação.

- “A coluna já está quase pronta, Elise, e vou adiantar o trabalho de vários dias, eu prometo!”

Antes de esperar uma resposta, Phoebe escapou para sua salinha e fechou a porta.

- “Ufa, que encrenca!” disse, em voz alta.

- “Posso te ajudar?” perguntou uma voz amorosa que vinha do fundo da sala. Phoebe sentiu os braços fortes de Coop a envolvendo.

- “Ah, como é bom ver você!” Phoebe deixa-se abraçar por alguns minutos.

- “Fico feliz que você não esteja mais braba comigo.”

- “Desculpa pelas coisas que eu disse. Você fez tudo para nos ajudar, e eu fui tão rude!”

- “Não precisa pedir desculpas, Phoebe. Você tinha toda razão. Não havia motivos para eu não te falar antes sobre minha mãe. É que... escolher o momento certo para isso às vezes é uma coisa complicada...”

- “Eu sei. Eu deveria ter sido mais compreensiva...”

- “Não, o erro foi meu. E quero corrigir isso. Phoebe, quero que conheça a minha mãe.”

Phoebe fez uma cara de surpresa. Por essa ela não esperava!

- “Como é que é?”

- “Já falei com ela sobre você. Acho importante que vocês se conheçam. Apenas me diga quando e eu...”

- “Espere, espere um pouco!” disse Phoebe, numa mudança total de atitude. “Eu sei que reclamei, mas... não sei se estou preparada para conhecer a sua mãe, Coop!”

- “Claro que está! Ela vai adorar você, tenho certeza. Não há motivo para ter medo.”

- “Eu não estou com medo, é que... está bem. Estou estou com medo.”

- “Eu gostaria muito que vocês se conhecessem, mas não quero apressar as coisas. Pense nisso com carinho.”

O cupido aproximou-se e beijou-a no rosto. Depois, desapareceu no ar.

“E mais essa agora!”, pensou Phoebe, arrependendo-se de toda birra que fez por causa da mãe de Coop.

Mas havia um problema mais urgente a resolver. Ela olhou para o canto da sala onde estavam empilhadas caixas e mais caixas de cartas.

Depois que lançamento de seu livro, a correspondência tinha quadruplicado. Chegavam cartas de todos os cantos do país, e era impossível ler todas. Phoebe decidiu dividir o problema com alguém, e ligou para Paige.

- “Assim que escolho uma para responder, fico pensando se não estou deixando para trás outra, mais urgente. Afinal, cada carta dessas representa uma pessoa precisando de ajuda!”

- “Mas quando você responde ao problema de uma pessoa, está falando também para centenas de outras que enfrentam situações parecidas” respondeu a irmã, do outro lado da linha.

- “Eu sei, mas ando com tanto medo de estar fazendo uma escolha injusta, e deixar passar alguma coisa muito importante que precisa da minha atenção!”

- “E porque você não usa seus poderes prá isso?”

- “Como assim?”

- “É simples. Coloque sua mão sobre as cartas e sinta para onde ela é atraída”.

Phoebe desligou o telefone pensando que, afinal, isso podia dar certo. Fechou os olhos mergulhou a mão no meio das cartas, tentando ativar um pouco da sua antiga empatia. Ainda sem muita segurança, escolheu uma delas.

- “É essa... eu acho.”

Phoebe sentou-se na escrivaninha e começou a ler apressadamente. Logo, fez uma careta de espanto. E outra. E mais outra.

- “Isso aqui deve ser piada. É a coisa mais absurda que já li!”

Phoebe decidiu que aquela não seria a carta respondida na próxima edição do Bay Mirror. Certamente seu poder da empatia não estava de volta. Senão, não teria apontado uma situação tão esdrúxula para ela tentar resolver!

2.

No restaurante Pan, Piper se aproxima da mesa onde suas irmãs acabaram de almoçar trazendo uma bandeja com o cafezinho.

- “Desculpem não poder me juntar a vocês... sabem como é, o trabalho não espera.”

- “Sabemos que está ocupada, Piper. E gostamos tanto do seu trabalho que estamos sempre aqui, não é?” responde Paige.

- “E eu vou ficar mas um pouquinho. Marquei aqui com aquela moça da carta que falei prá vocês”.

- “Mas Phoebe, você não tinha decidido não responder àquela carta?”

- “Eu sei, mas estou em dúvida. Por que eu teria pego logo aquela, se não fosse para ajudar?”

- “Então você acha que a empatia está de volta?”, perguntou Piper.

- “Não exatamente. Mas pode ser um tipo mais aguçado de sensibilidade. O fato é que fiquei um pouco intrigada com a história”.

Paige fez uma careta.

- “Convenhamos, parece coisa de maluco... uma mulher que sofre porque todas a acham bonita demais?”

- “Eu sei, é ridículo... mas na carta ela parecia tão desesperada... ela está a ponto de perder o emprego por causa disso!”

- “Me explique melhor essa história” pediu Piper, sentando-se numa cadeira.

- “O nome dela é Helena. Tem 24 anos e está trabalhando num escritório de advocacia. Ela contou que levava uma vida normal até que a mãe dela, que era uma mulher muito bonita, morreu. Parece que desde então, todos passaram a considerá-la uma beleza fora do comum. Mas, no lugar de estar feliz, parece que isso só atrapalha a vida dela. Homens inconvenientes a perseguem por todos os lados. Ela perdeu as amigas, que ficaram com ciúmes. Em locais públicos, é atacada por mulheres que reclamam que ela está chamando a atenção de seus maridos. Enfim... é uma beleza que só traz discórdia, como ela diz.”

- “Olha, precisa ser mais que a miss Universo prá gente acreditar numa história dessas...”

- “Ela contou que o chefe dela está prestes demiti-la, justamente por causa dessas confusões. Queria conselhos para resolver a situação no escritório.”

Nesse momento, as irmãs ouvem um burburinho na entrada do restaurante. Todos se viram para olhar a moça que acaba de entrar. Phoebe vê uma jovem alta e loira vindo para sua mesa. “Deve ser Helena”, pensa. “É bem bonita, mas nada de excepcional”.

- "Olá... Phoebe?”

- “Sim, e você é Helena, certo? Sente-se aqui conosco, por favor.”

- “Fico tão agradecida por você ter me chamado para conversar!”

- “Ora, não é nada. Olhe, essas são minhas irmãs Piper e Paige.”

Só então Phoebe repara na expressão das irmãs. Estão as duas de boca aberta, como se estivessem vendo um fantasma.

- “Ei! Vocês estão bem? Piper?”

- “Meus garçons não podem trabalhar desse jeito! Estão todos parados! Ei, voltem ao trabalho, parem de olhar para cá!”, ela diz, saindo furiosa para repreender todos os funcionários que não conseguem tirar os olhos de Helena.

Phoebe tem a impressão de que Piper perdeu o juízo. Ela olha para o lado, e vê Paige de olhos arregalados conversando com a moça.

- “... então eu gerencio essa agência de modelos, e tenho certeza que você faria muito sucesso! Você TEM que ser modelo, e eu faço questão de seu sua agente!”

- “Mas eu... não tenho a menor vocação para isso. Realmente não quero ser modelo”, responde Helena, timidamente.

- “Isso é um absurdo, você não sabe o que está jogando fora! Com a sua beleza, pode ficar muito famosa, ganhar muito dinheiro!”

- “Pare com isso, Paige, você está a deixando constrangida!”, ordena Phoebe.

- “Mas Phoebe, eu tenho uma campanha que seria ideal...”

- “Paige!” diz Phoebe, pegando a irmã pela mão e levando-a para longe da mesa, “Acorda! Helena veio aqui para conversar comigo, lembra? Agora queremos ficar sozinhas.”

Paige parece mesmo acordar de um transe.

- “Está bem, eu... já estava indo mesmo”.

Phoebe observa ela se afastar e pensa que nunca viu suas irmãs tão esquisitas.

- “Desculpe-me, Helena... agora podemos falar de você. O que está acontecendo?”

- “Você acabou de ver o que está acontecendo”, responde a moça com um sorriso triste no rosto. “É sempre assim, essa confusão, onde quer que eu vá. Já estou até desistindo de andar pela rua!”

Phoebe olha para os lados e vê cenas muito estranhas. Mulheres apontam para Helena e brigam com seus parceiros, que olham embasbacados em direção à mesa dela. Os garçons deixam cair coisas porque estão prestando atenção em Helena. Piper briga com o rapaz do caixa, que simplesmente parou de trabalhar para olhar para ela.

- “O que está acontecendo por aqui?”

- “Eu. Eu sou responsável por toda essa confusão. Onde quer que e vá acontece o mesmo.”

Phoebe suspira, incrédula. Helena é mesmo uma moça bonita, mas como ela existem milhões. Não há nada de especial. Então, por que todo essa alvoroço?

- “Minha mãe sofreu com isso durante anos. Meu pai tinha tanto ciúme que a abandonou, pois não agüentava a reação dos outros homens à ela. No fim, ela mal saía de casa... eu não quero terminar assim!”, desespera-se a moça.

- “Calma, me deixe entender melhor a situação... quer dizer que você herdou isso da sua mãe?”

A moça confirma com a cabeça.

- “Aquilo sempre me pareceu muito estranho, e eu nunca entendi como acontecia, porque minha mãe era para mim uma pessoa normal. Mas passei a infância inteira convivendo com aquele isolamento forçado, e agora está acontecendo comigo! É um castigo... uma maldição!”

“Essa é uma possibilidade”, pensou Phoebe com seus botões. Estava quase convencida de que era isso mesmo que está acontecendo, algum tipo de feitiço que afetou a filha depois que a mãe morreu. E que, por algum motivo, ela mesma era imune ao que os outros estavam vendo naquela moça.

- “E por que você acha que eu conseguiria ajudar?”

- “Leio sempre a sua coluna. Estou com problemas no trabalho, esperava que pudesse me dar um conselho. A esposa do chefe não larga do meu pé. Ela está convencida de que ele tem um caso comigo, e pediu minha cabeça!”

- “E você tem um caso com ele?”

- “Claro que não! Mas ele me persegue, aliás, qualquer homem do escritório me persegue. Eu precisa trabalhar, Phoebe! Não tenho quem me sustente... o que eu vou fazer?”

Phoebe achou muito difícil responder aquela pergunta.

- “Fique calma. Vou pensar numa maneira de ajudar” disse, sem muita convicção.

3.

Piper serviu os meninos de café como se fosse um robô. Imediatamente, Wyatt e Chris começaram a implicar um com o outro. Mas ela continuou indiferente. Estava cansada demais até para chamar a atenção dos filhos.

Leo estranhou a atitude da esposa.

- “Meninos, parem com isso!” disse, afastando os dois brigões. “Piper, você está bem?”

- “hurrrummm...” grunhiu ela. “Só queria dormir mais um pouquinho... saí tão tarde do restaurante, ontem!”

- “Então por que não pediu para Phoebe para fazer essa reunião depois?”

- “Ela disse que o assunto era urgente, aquela história da moça mais bonita do mundo que só causa confusão por onde passa..”

- “Tem certeza que não quer que eu fique? Posso chegar um pouco mais tarde na Escola Mágica hoje, e vocês devem precisa de ajuda.”

- “Não, não vejo necessidade”, respondeu Piper. Na verdade, ela não tinha a menor vontade de ver seu marido olhando embasbacado para Helena, como todos os homens faziam.

- “Nesse caso... me chame se precisar”, disse Leo, terminando de se arrumar e e orbitando com os meninos rumo à escola.

Piper deu um longo bocejo. Apoiou a cabeça sobre os braços, na mesa da cozinha, e pensou que dormiria ali mesmo, se não fosse o barulho que acabava de escutar na porta da frente.

- “Pipeeeeer! Cheguei!”

Phoebe encontrou a irmã na cozinha, com uma cara desanimada.

- “Muito cedo para você, hã. Onde está Paige. Paige? Paaaaaaige!”

Paige apareceu orbitando, ainda com um rolo preso aos cabelos.

- “Não precisa gritar, eu já estava terminando de me pentear!” diz, desvencilhando o rolo dos últimos fios. “Agora conte logo, o que foi que aconteceu?”

- “É Helena. Ela me ligou desesperada, foi demitida ontem, no final do expediente.”

- “Coitadinha. Mas pelo menos agora ela pode concordar em trabalhar para a minha agência...”

- “Paige, pare com isso! O assunto é sério! Ela está muito abalada, nem sei o que pode fazer!”

- “E como podemos ajudar?” perguntou Piper, com a voz sonolenta.

- “Bem, tenho quase certeza que ela está sendo vítima de alguma maldição de família. Alguma coisa que já afetava a mãe dela, e que Helena meio que... ‘herdou’. Acho que é uma inocente, que precisa ser salva. Pedi que ela viesse aqui, já deve estar quase chegando, mas antes, quero que coloquem isso.”

Phoebe tirou da sacola que carregava duas pequenas embalagens.

- “O que é isso?”

- “Lembram daqueles óculos que enfeitiçamos, para ver as pessoas como elas realmente são? Bom, eu fiz a mesma coisa... com lentes de contato!”

- “Lentes de contato? Que idéia foi essa?” protestou Piper.

- “Os óculos ficaram meio ridículos, lembram? Além do mais, assim não corremos o risco de deixá-los cair ou quebrar sem querer!”

- “As minhas pelo menos poderiam ser azuis...” brincou Paige, colocando as lentes enfeitiçadas.

Elas escutam o barulho da campainha da mansão. É Helena. Phoebe abre a porta e a leva até as irmãs.

- “E! Você está diferente!” exclama Piper.

- “É Helena mesmo? A mesma Helena?” pergunta Paige.

- “O que há com elas?” estranha a moça.

- “Eu já explico para você . Piper, Paige, agora acreditam no que eu dizia?”

- “Mas é espantoso! Realmente, você tinha razão!”

- “Tinha razão no que, Phoebe?” pergunta Helena, cada vez mais desconfiada.

- “Helena, não se assuste com o que vamos te dizer. É que... bem, nós acreditamos que você está sendo vítima de uma maldição.”

- “Você acha nisso?”

- “Sim. É o que todas nós acreditamos.”

A moça fica em silêncio por alguns momentos.

- “Então... eu tenho que contar a verdade para vocês. Eu não disse antes porque tive medo de que julgassem maluca. O fato é que... eu realmente sou vítima de uma maldição.”

As irmãs pressentem que ouvirão algumas revelações.

- “Eu já tentei contar essa história para várias pessoas, procurando alguém que pudesse me ajudar... mas as coisas ficavam piores ainda! Diziam que eu era louca. A verdade é que eu não sei se posso contar tudo, não sei se acreditariam...”

- “Helena, fique tranquila. Já vimos muitas coisas que pareceriam loucura. Se você veio até nós, acreditamos que é porque podemos ajudar.”

A jovem então decide contar a sua história.

- “Minha mãe, ela... ela não era uma pessoa comum. Era sacerdotisa de um culto muito antigo. Mas um dia conheceu meu pai e se apaixonou por ele. Uma paixão proibida, pois ela não tinha permissão para se casar. Por amor à ele, ela abandonou tudo e fugiu do templo. Mas quando fez isso, foi amaldiçoada!”

Helena soltou um suspiro e deu uma olhada para sentir a reação das irmãs. Depois, continuou.

- “No início tudo parecia bem. Eles eram felizes. Então, aos poucos, começou a acontecer. Minha mãe passou a ser importunada por todos os homens que batiam os olhos nela. Eles chegavam a enfrentar meu pai! As mulheres da vizinhança diziam coisas horríveis sobre ela... até eu era ofendida, na escola, por mães de colegas que achavam que seus maridos estavam apaixonados por ela!”

- “Se for parecido com o que vimos ontem no restaurante, devia ser um problema e tanto!”, disse Piper.

- “Era terrível. Meu pai não aguentou mais aquela situação. Sentia-se humilhado. Acabou pedindo o divórcio. Agora, depois que ela morreu, tudo isso está se repetindo... comigo!”

- “Mas quem foi que fez isso? Quem amaldiçoou a sua mãe?”

Helena parecia especialmente nervosa em responder aquela pergunta.

- “Eu... não vou dizer, vocês não vão acreditar! Vão achar que eu sou louca!”

As irmãs trocaram olhares. Era hora de esclarecer algumas coisas.

- “Escute, Helena, você confiou bastante na gente contando sua história. Vamos confiar em você também, e contar uma coisa sobre nós mesmas”, disse Paige.

- “O que é?”

- “Acontece que não é por acaso que acreditamos em magia. Nós somos bruxas.”

O rosto de Helena tinha uma expressão incrédula.

- “Piper, a prova”, pediu Phoebe.

- “Vá você, Paige. Cansei que quebrar coisas dentro de casa!”

Paige olhou ao redor e viu alguns brinquedos dos meninos espalhados pelo chão. Ela apontou para um deles e chamou:

- “Carrinho!”

O brinquedo orbitou até sua mão. Helena estava de boca aberta.

- “Helena, querida, não fique com medo” disse Phoebe. “Estamos do seu lado, e queremos lhe ajudar!”

- “Então vocês não vão ficar surpresas com o que eu vou dizer...”

- “Pouca coisa ainda nos surpreende”, respondeu Piper.

- “Quem amaldiçoou a minha mãe foi a divindade a quem ela servia. A deusa a quem ela jurou fidelidade, a quem traiu quando abandonou o templo por causa do meu pai!”

- “Mas que deusa é essa?”

- “A deusa da Beleza e do Amor.”

4.

Phoebe mal acreditava no que ouvia.

- “Mas como poderia uma deusa da Beleza punir sua mãe justamente por se apaixonar?”

- “Afrodite é a deusa da paixão, mas não da bondade. Ela é ciumenta, jamais aceitaria que uma das suas sacerdotisas deixasse de servi-la!”

- “Afrodite? Então sua mãe vivia na Grécia Antiga?” perguntou Paige, já imaginando mais uma viagem no tempo.

- “Oh, não. O culto das antigas divindades pode não ser mais praticado abertamente, mas ele ainda existe para os iniciados nos dias de hoje.”

- “Talvez pudéssemos pensar num feitiço que anulasse a maldição...”

- “Afrodite é imune à magia comum. Ela é uma deusa! Só ela mesma pode retirar a maldição. Seria considerado uma grande ofensa até mesmo se tentassem usar bruxaria com ela.”

- “Então como vamos resolver isso?”

- “Acho que em primeiro lugar temos que ir até o templo dela e pedir que pare com essa vingança absurda”, sugere Phoebe.

- “E como chegaremos lá?”, perguntou Piper.

- “Comigo", respondeu Helena. "Eu sei entrar e sair. Minha mãe me ensinou, talvez prevendo que um dia eu iria precisar.”

- “Lá vamos nós de novo...” suspirou Piper, olhando para o alto. “Me deixem pelo menos antes trocar de roupa e avisar Leo sobre onde vou estar, caso precisemos dele.”

Enquanto Piper vai para o quarto, Phoebe e Paige continuam fazendo perguntas para Helena.

- “Sua mãe nunca tentou pedir perdão para Afrodite?”

- “Sim, várias vezes. Mas ela era impedida de entrar no templo.”

- “Uma deusa da Beleza com coração de pedra!”, disse Phoebe.

- “Ela é muito orgulhosa. Acho que no fundo ficou enciumada porque minha mãe pode despertar uma paixão capaz até de desafiá-la. Por isso, fez tudo para destruir esse sentimento.”

- “Bem, ela conseguiu o que queria faz tempo”, disse Piper, voltando à sala. “Espero que a gente possa fazê-la voltar a ser razoável, e de preferência antes da hora de servir o jantar!”

- “E o que faremos para ir até o templo de Afrodite?”

- “Vamos dar as mãos num círculo. Agora, fechem os olhos.”

Helena se concentrou e as irmãs sentiram tudo girar ao seu redor. Em segundos, foram transportadas para um campo muito verde. Ao fundo, perto dali, ficava um imenso templo de mármore branco, cercado por altas colunas, exatamente igual aos da Grécia Antiga. A superfície imaculada da pedra refletia os raios do Sol, fazendo-o parecer irreal.

- “É lindo!” exclamou Phoebe.

- “Vamos até lá” comandou Piper, decidida a resolver logo aquele problema e voltar para suas tarefas normais.

As quatro entraram pela imensa porta do templo. O interior também era muito iluminado. No fundo, um grupo de sacerdotisas atendia aos devotos de Afrodite e preparava seus rituais.

Uma delas, a mais velha, levantou a cabeça e pareceu se espantar com a presença das recém-chegadas. Ela caminhou diretamente para Helena.

- “Alina! O que faz aqui?”

- “Alina era minha mãe. Eu sou Helena.”

Em um minuto a expressão da mulher mudou, como se ela compreendesse tudo o que estava acontecendo.

- “Suponho que tenha vindo ver a deusa. E quem são essas?”

- “São minhas amigas. Elas vieram me ajudar.”

- “Vai mesmo precisar de toda ajuda possível”, disse a sacerdotisa. Depois, olhou Helena de cima à baixo. “Eu já imaginava que isso ia acontecer... o destino de sua mãe foi muito triste, Helena. Espero sinceramente que possa fazer Afrodite mudar de idéia quanto ao seu. Vou anunciá-las à deusa.”

Dizendo isso, a mulher se virou em direção ao fundo do templo, e desapareceu por uma porta. Minutos depois, voltou.

- “Afrodite vai recebê-las agora.”

O grupo caminhou até o local indicado pela sacerdotisa. Mas, antes de passarem pela porta, a mulher segurou Helena pelo braço.

- “Eu as acompanho apenas até aqui. Tenham muito cuidado. Tentem não desagradar Afrodite. Se quiserem voltar para onde vieram, jamais devem fazê-la se sentir ofendida!”

A sacerdotisa ficou para trás e as quatro caminharam por um longo corredor. "Nunca pensei que a deusa da Beleza pudesse ser tão perigosa", pensou Phoebe, sentindo um estranho arrepio de medo que parecia quase uma premonição.

5 comentários:

ayla disse...

ta muito bom a historia lory e eu to curiosa pra saber pq a pheebs ñ é afetada por essa mulher

viciadoseries disse...

a phoebe ja foi a deusa da beleza e do amor, por isso ela nao e afetada
estou certo??

Anônimo disse...

oi...esses capitulos são perfeitos..vc deveria trabalhar com o aaron speeling..hehehe
vc não vai escrever mais??
por favir, esta mto bom!!!!

Gianluca disse...

Você pretende continuar a escrever mais episódios?...

Anônimo disse...

oi, não tem os episodios para ver?

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